| Apresentação |
Durante a pandemia, o ônibus não parou e seguiu seu itinerário. Em suas lotações, cada vez mais ausências. O luto não vivido divide espaço com a indignação.
O espetáculo ocorre dentro de um ônibus, num tempo suspenso, um manifesto operístico-multimídia sobre morte, vida e movimento.
Abordar a Covid-19 em tempos pós-pandêmicos é compreender este ocorrido como um desastre ainda latente, é tratá-lo como uma tragédia social que permanece demandando atenção diante da impunidade das negligências políticas, que desestabilizaram estruturas complexas na vida dos trabalhadores, desde o impacto na saúde pública até as relações sociais, que permanecem manifestando memórias e sequelas de um mundo que assistimos acabar.
Trabalhadores é a busca entusiástica pelo nascer do novo mundo, este mundo aqui-agora, é a celebração da vida que ainda permanece. |